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Proposta de Fim-de-semana: Ciclo CCB - 500 Anos da Morte do Pintor Hieronymus Bosch
O Jardim das Delícias de Bosch é coreogrado pela genial Marie Chouinard e, hoje, ainda é possível viver este quadro através da dança, no CCB, às 21h.

O espectáculo é da autoria da companhia da multipremiada coreografa, Marie-Chouinard, e começa por mostrar ao público a esfera transparente com a Terra dentro, abrindo-se depois o o tríptico do Jardim das Delícias de Bosch, tudo em formato de tela gigante.

Os 10 bailarinos residentes da companhia surgem de corpos em tom de branco cru, tal qual o tom da tinta usada por Bosch nas figuras humanas dos quadros, reproduzindo pormenores do Jardim da Delícias, de Bosch, maximizados em simultâneo por lupas, uma em cada lado do palco do Grande Auditório do CCB, em Lisboa.

500 anos após morte de Bosch, o número, que o pintor apontava como correspondendo a períodos obrigatórios de renovação da ordem terrestre, acreditando que a cada 500 anos o mundo renascia, coincidência, ou não, serve para falar mais ainda do pintor, da obra ainda um enigma, assim como analisarmos os temas da odisseia da humanidade.

Ao longo dos séculos foram muitas as previsões de apocalipse, sobretudo na mudança de século, e, quando o fim do mundo se aproxima, tudo é permitido. O fruto proibido ganha outra dimensão, precisamente como na obra do Jardim das Delícias, o pecado deixa de ser pecado e os limites não existem, tanto para o ser humano como para a respetiva imaginação.

Em períodos tão conturbados como os que vivemos internacionalmente, em que as decisões políticas parecem irrascíveis, o Jardim das Delícias, de Bosch, nunca fez tanto sentido.

Chouinard procede a uma leitura virtuosa da pintura em que a história da humanidade atravessa os corpos dos bailarinos, pondo em evidência o limite da representação figurativa nos movimentos coreográficos. E o que dizer deste espectáculo se não que é imperdível e que, ainda hoje, pode ser visto às 21h no CCB, em Lisboa.

Sim é possível viver o quadro de Bosch quando vivemos este momento oferecido por Chouinard e ambos são verdadeiramente hipnóticos.

Ao abrir-se, o tríptico mostra-nos um jardim de imagens oníricas. Ao centro o jardim das alegrias terrenas em que unicórnios, pássaros e camelo, frutas suculentas, um lago, que atrai as mulheres e em que a luxúria predomina abre o espectáculo com uma música harmoniosa que ecoa, para depois dar lugar ao inferno, uma segunda parte do tríptico, atormentado e animalesco, com uma bailarina que grita sons impercetíveis e grotescos, para depois, no “grand final”, Jesus aparecer para surpreender Adão com o perdão e a criação de Eva.

Talvez para, como aconteceu com a Vida Económica, o espectador sair e levar consigo o efeito deste espectáculo e continuar à procura de respostas aos múltiplos mistérios que a pintura de Bosch encerra, mas numa atitude de aceitação da natureza humana.

Outro compromisso nos espera no CCB, mais dança, mas que nos pode levar a encarar a alegria e o renascimento de uma outra forma, nomeadamente “Formosa”, o novo trabalho do coreógrafo Lin Hwai-min e o Cloud Gate Theatre, de Taiwan, que com cria um “parque infantil de amor e de vida”, segundo comunicado, cujo ponto de partida é o momento em que olhando para fora do convés dos navios, ao largo da costa da China, marinheiros portugueses  viram uma grande massa verde e espessa, com montanhas e árvores erguendo-se do mar e exclamaram “Formosa”.


Fernando Medina na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã
“Hoje há empresas que querem instalar-se em Lisboa e que não têm facilidade para encontrar espaços disponíveis” – afirmou Fernando Medina. O presidente da Câmara de Lisboa foi o orador convidado da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã.

Fernando Medina afirmou ser necessário aumentar as áreas de serviços na capital. “Temos de resolver essa equação com rapidez”- referiu A resposta passa pelo que considera ser “a maior operação integrada na cidade de Lisboa desde a Expo 98”, com a  zona envolvente de Entrecampos e que contempla “uma nova oferta de espaços de escritórios de uma enorme dimensão e que queremos que seja uma montra da Lisboa moderna”.
Fernando Medina transmitiu aos associados da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã uma perspetiva positiva tendo em conta os investimentos que estão a ser atraídos para a cidade.
“Soubemos agarrar as soluções, numa mistura positiva entre o turismo e o investimento imobiliário que nos permitem estar hoje numa situação impar” – afirmou.
Para Fernando Medina, a questão central para quem dirige a cidade de Lisboa neste momento é saber o que se faz em tempo de sucesso, qual é o caminho e a estratégia.
“Em tempos de sucesso nós preparamos o futuro. Porque é em tempo de sucesso que temos mais recursos, mais energia, mais ânimo, e mais capacidade para podermos pensar e agir estrategicamente” – disse.
 
Turismo continua a crescer
 
Em sua opinião, é necessário adaptar a cidade à nova realidade económica que este “boom” económico está a colocar. “É um erro dizer que temos turismo a mais, mas também é um erro alguém achar que uma cidade que está a crescer com o turismo há sete anos consecutivos a dois dígitos não tem de se adaptar à nova realidade “ – salientou
Para Fernando Medina, a cidade precisa de se adaptar, porque tem de ter mais serviços públicos, mais infraestruturas públicas, tem de ter capacidade de adaptar os serviços públicos a um ritmo muito mais rápido do que normalmente uma organização é capaz de fazer.
“Se a procura cresce a dois dígitos temos de ter uma base de sustentação capaz de responder. É um desafio difícil e multidirecional. O primeiro desafio é saber gerir o sucesso do turismo e do mobiliário. O turismo representa hoje seis mil milhões de euros na atividade económica geral da cidade, o que é um valor impressionante” – destacou.
 
Acelerar a qualificação do espaço público
 
Fernando Medina considera necessário acelerar o investimento na qualificação do espaço público. “Reconhecidamente, esta é a área em que nós ficamos para trás” – admitiu. A área da mobilidade e dos transportes públicos é uma vertente em que a cidade apresenta algum atraso. “Estamos a preparar o primeiro concurso em várias décadas da aquisição significativa de novos elétricos. As cidades que recuaram no sistema de elétricos fizeram um erro. É um desafio que só se vence na globalidade da área metropolitana” - afirmou.
Para Fernando Medina, um dos grandes desafios que Lisboa tem é manter-se uma cidade segura, ao mesmo tempo que é uma cidade aberta e tolerante. “A abertura e a tolerância não são só valores de humanidade e da Europa civilizada. São questões centrais numa economia aberta e de conhecimento” – acrescentou.
Pró-reitor Carlos Brito afirma
A Universidade do Porto é líder nacional em termos de registo de patentes e é responsável por 25% da produção científica nacional, afirma Carlos Brito, pró-reitor para a Inovação e Empreendedorismo da Universidade do Porto.
“O UPTEC é o maior parque de ciência e tecnologia de base universitária em Portugal, o que revela bem a liderança da Universidade do Porto também no domínio do apoio à criação de start-ups”, acrescenta.

Vida Económica - Quais são os principais projetos da Universidade do Porto no Horizonte 2020?
Carlos Brito -
A Universidade do Porto tem estado fortemente envolvida em projetos no quadro do Horizonte 2020, muitos ligados à investigação mas também muitos ligados à inovação, empreendedorismo e, genericamente, à valorização económica e social do conhecimento. Neste domínio, e a título de exemplo, cito uma área que para nós é crucial: a proteção da propriedade intelectual. A Universidade do Porto é líder nacional em termos de registo de patentes, o que revela bem o sucesso da nossa estratégia iniciada há mais de 10 anos. Obviamente que aquilo que nos interessa não é uma mera acumulação de patentes – o que se pretende é que elas sejam comercializadas sob a forma de licenciamento ou através da sua própria venda. Contudo, registar e manter uma patente até que se averigúe o real interesse do mercado custa dezenas de milhares de euros. Neste domínio, a U.Porto Inovação, que é o nosso gabinete de inovação, tem evidenciado um enorme dinamismo na busca de financiamento, pelo que posso dizer-lhe que temos contado com um grande apoio no âmbito do atual quadro comunitário destinado exatamente à proteção da propriedade intelectual.

VE - Em que vertentes a Universidade do Porto apoia e estimula a inovação?
CB -
A Universidade do Porto é responsável por 25% da produção científica nacional, o que revela bem a força da investigação realizada nas nossas múltiplas áreas, desde a engenharia e tecnologia às ciências da vida e da saúde, passando pelas humanidades, ciências sociais e artes. Ora o forte contributo que damos para a produção de ciência é encarado por mim não apenas como uma oportunidade mas também como uma obrigação: a de gerarmos valor com base no conhecimento que todos os dias produzimos. Neste contexto, a nossa estratégia de inovação tem uma missão clara: transformar conhecimento em soluções úteis e viáveis para as empresas e outras organizações, designadamente públicas, com quem temos, aliás, um intenso trabalho. E fazemo-lo através de três eixos: o da já referida proteção e comercialização da propriedade intelectual, mas também o da promoção de projetos de investigação aplicada, em parceria com a indústria, e, em terceiro lugar, através do apoio à criação de “spin-offs” de base universitária. Mas, mais do que uma “simples” estratégia, temos também no terreno estruturas que a executam. Com efeito, se o primeiro eixo está muito centrado na U.Porto Inovação, o segundo passa em larga escala pelos institutos de interface (como, por exemplo, o INESC TEC, o INEGI, o i3S ou o CIIMAR), cabendo o terceiro eixo, da incubação, ao UPTEC, que é o nosso parque de ciência e tecnologia.
Líder na criação de “start-ups”

VE A missão do UPTEC é facilitar a instalação e expansão de projetos inovadores, transformando o conhecimento em novos produtos e serviços?
CB -
O UPTEC é o maior parque de ciência e tecnologia de base universitária em Portugal, o que revela bem a liderança da Universidade do Porto também no domínio do apoio à criação de “start-ups” através de estruturas adequadas ao surgimento e desenvolvimento de novos negócios cuja competitividade assenta no conhecimento, seja de cariz tecnológico ou não. A par dessa vertente de incubação, o UPTEC acolhe centros de inovação de grandes empresas, tais como a Microsoft, a Vodafone, a Vestas, a Alcatel-Lucent ou a Sonae, pois acreditamos que, desta forma, criamos um “melting pot” extremamente dinâmico no domínio do empreendedorismo que é vantajoso não só para as “start-ups!” como também para as grandes empresas. Neste domínio, posso dar-lhe alguns números reveladores dos excelentes resultados que atingimos: no UPTEC estão neste momento instaladas mais de 180 empresas, onde trabalham cerca de 2500 profissionais altamente qualificados. O contributo anual para o PIB dessas empresas ronda os 200 milhões de euros. Posso garantir-lhe que não é fácil encontrar indicadores de performance como estes. E não me refiro a Portugal, refiro-me a nível mundial.

VE - Como têm sido financiadas as instalações físicas e os serviços assegurados às empresas?
CB -
Obviamente que procuramos aproveitar todas as possibilidades de apoio comunitário para financiar as nossas estruturas ligadas à inovação e empreendedorismo. E temo-lo feito com muito êxito. Mas, mais do que isso, procuramos que a atividade corrente seja autossustentável.

VE - A Universidade do Porto está a aumentar o seu papel enquanto parceiro das empresas nas atividades de inovação e I&D?
CB -
Sim, como referi, esse é um eixo estratégico na nossa estratégia de valorização conhecimento. Realço duas grandes iniciativas, ambas promovidas pela U.Porto Inovação: a A2B – Academia-to-Business e o The Circle.

VE - A presença crescente de estudantes estrangeiros na Universidade do Porto e de estudantes portugueses no estrangeiro abre novas oportunidades de internacionalização às empresas da região Norte?
CB -
A Universidade do Porto tem apostado fortemente na mobilidade de estudantes, quer numa perspetiva IN (isto é, receber estudantes estrangeiros) quer OUT, ou seja, enviar estudantes portugueses para universidades estrangeiras durante um ou dois semestres. Para isso muito tem contribuído o dinamismo da estratégia de internacionalização que se traduz em mais de dois mil acordos de cooperação internacionais e na vinda todos os anos de estudantes oriundos de mais de 150 países. Posso garantir-lhe que, mesmo comparando com universidades de referência mundial, isto são indicadores invejáveis. Desta forma, ao nível da interface com o mundo empresarial, atingimos dois objetivos: os estudantes estrangeiros que por cá passam tornam-se embaixadores da cidade do Porto, da região Norte e de Portugal, abrindo assim a porta às empresas portuguesas que cada vez mais operam em mercados globais. Por outro lado, os estudantes portugueses ganham experiência internacional e, em especial, são expostos a uma diversidade cultural que hoje é um fator crítico de sucesso para a criação, retenção e atração de talento.
Lusíada e VE realizaram Primeiro Congresso Internacional sobre o Regime Jurídico do Contrato de Trabalho Desportivo
A Universidade Lusíada e a Vida Económica realizaram recentemente, no Porto, o primeiro congresso internacional sobre o Regime Jurídico do Contrato de Trabalho Desportivo, evento que teve uma grande participação e onde intervieram palestrantes de topo, ao mais alto nível na área do mundo do desporto e futebol.

Portugal não está sozinho em matéria de atrasos na implementação da legislação que complementa o Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD). A grande maioria dos países não conseguirá ter tudo pronto a 25 de maio, data em que o regulamento entrará em aplicação nos 28 países da União Europeia.

No início de maio, apenas Áustria, Bélgica, Alemanha, Eslováquia e Suécia tinham já aprovado a legislação interna para implementar o RGPD e, mesmo entre estes, a Bélgica tinha ainda em falta alguma regulamentação para concretizar derrogações decorrentes do regulamento comunitário, o que só deverá acontecer já depois de 25 de maio.

A Bulgária, Hungria e Malta não publicaram ainda sequer uma proposta de lei de protecção de dados. Outros países, onde se inclui o caso de Portugal, têm já propostas de diploma elaboradas, mas estão ainda em processo legislativo.

Em Portugal, a Comissão Nacional de Protecção de Dados já alertou, para a falta de meios, dado que a fiscalização e a aplicação de sanções passam a ser uma das suas funções principais.
Atualmente está online na Catawiki um leilão de moedas portuguesas composto por 145 lotes com uma receita estimada acima dos 145 mil euros, 60 dos quais são moedas de ouro. Um leilão com muita escolha e variedade, com estados de conservação de elevada procura, incluindo também moedas das antigas colónias portuguesas como Angola, Brasil ou Moçambique.

Este leilão inclui uma moeda muito especial com apenas três exemplares conhecidos. Esta moeda de prata de 480 Réis (www.catawiki.pt/480reis), datada de 1703, caracteriza-se pelo elevado grau de raridade dos cunhos das moedas. Esta moeda já foi apresentada noutra casa de leilões por 25 mil euros e o especialista Hélder Silva estima que possa alcançar os 18 mil euros na Catawiki, após uma licitação de nove mil euros no primeiro dia de leilão. Esta moeda é, sem dúvida, a jóia da coroa!
 
O especialista em moedas portuguesas, Hélder Silva, explica em detalhe a importância desta moeda:  “O Cruzado de prata distingue-se como uma das mais belas moedas portuguesas, quer pelos cunhos quer pelas dimensões. As faces mostram, no anverso, as armas reais e, no reverso, a cruz de Cristo com a legenda adotada - IN HOC SIGNO VINCES (com este símbolo vencerás) - já desde o tempo de D. João III”. Com D. Pedro II, as moedas começaram a ser serrilhadas por cunhagem mecânica. Procurou-se assim evitar que as moedas de prata fossem cerceadas. Como o seu corte era irregular, os agiotas poliam-nas, retirando-lhes a prata em pó e reduzindo o seu valor intrínseco. Este Cruzado de 1703 (480 Réis) distingue-se de todos os outros pela sua elevada raridade, pois deste modo marca a diferença dos cunhos destas moedas. Segundo o que se sabe, até aos dias de hoje apenas são conhecidos três exemplares.
 
Para a Catawiki, é um privilégio poder disponibilizar um artigo desta relevância histórica e de elevada raridade, dando a qualquer pessoa a possibilidade de participar no leilão a partir de qualquer parte do mundo, à distância de um clique.
 
“Eliminámos todas as barreiras físicas e geográficas com a nossa plataforma online, onde combinámos moedas portuguesas de todos os nossos colecionadores mais entusiastas e exigentes”, acrescenta Hélder Silva.   
 
O leilão começou na sexta-feira, a dia 11 de maio, às 11h00, e termina no dia 21 de maio, às 19h00. Neste link poderá aceder ao leilão em tempo real: https://www.catawiki.pt/moedaspt
 
 
A “Vida Económica” e a Universidade Lusíada do Porto organizaram esta semana o "I Congresso Internacional - o regime jurídico do contrato de trabalho desportivo", que recebeu largas dezenas de congressistas e contou com a presença de representantes de vários órgãos de decisão do futebol português e espanhol.
Além dos presidentes dos sindicatos de jogadores dos dois países, Joaquim Evangelista e David Aganzo, foram igualmente oradores Javier Tebas, presidente da Liga espanhola, Sónia Carneiro, diretora-executiva da Liga Portugal, e os advogados Rosalia Ortega Pradillo e Lúcio Miguel Correia, este também docente da Universidade Lusíada de Lisboa.
Nos painéis da tarde foram abordados "O contrato de cedência temporária do praticante desportivo profissional" e "O funcionamento e poderes do Tribunal Arbitral do Futebol em Espanha".
A lei 54/2017, de 14 de julho, revoga a Lei n.º 28/98, de 26 de junho e estabelece o regime jurídico do contrato de trabalho do praticante desportivo, do contrato de formação desportiva e do contrato de representação ou intermediação.
Pode ler a reportagem deste congresso, incluindo entrevista com o presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, na edição do jornal “Vida Económica” de 25 de maio, integrada na secção “Vida Judiciária”.