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Liverpool reforça liderança em Inglaterra, após nova derrota do City

O líder Liverpool fechou hoje a primeira volta da Primeira Liga inglesa de futebol invicto e seis pontos à frente do Tottenham, que ultrapassou um campeão Manchester City em crise, na 19.ª jornada.

Os ‘reds’ somaram a oitava vitória consecutiva na prova, ao golearem em casa o Newcastle por 4-0, e beneficiaram do segundo desaire consecutivo do conjunto de Pep Guardiola, por 2-1, em Leicester, num embate com dois golos portugueses.

O City, que na última ronda tinha perdido em casa por 3-2 com Cristal Palace, adiantou-se aos 14 minutos, por Bernardo Silva, servido por ‘Kun’ Agüero, mas Marc Albrighton empatou, aos 19, e, aos 81, Ricardo Pereira decidiu com um ‘golão’, após canto.

Em Anfield Road, o Liverpool não deu hipóteses ao Newcastle, vencendo com tentos do croata Dejan Lovren, aos 11 minutos, do egípcio Mohamed Salah, aos 47, de grande penalidade, do suíço Xherdan Shaqiri, aos 79, e do brasileiro Fabinho, aos 85.

Os ‘reds’, que fecharam a primeira volta com 16 triunfos e três empates (1-1 no reduto do Chelsea, 0-0 com o Manchester City e 1-1 na casa do Arsenal), procuram um título que lhes foge desde 1989/90. Estão bem encaminhados para ser campeões 29 anos depois.

No segundo posto, está, agora, o Tottenham, que somou o quinto triunfo seguido, ao golear em casa o Bournemouth por 5-0, com golos do dinamarquês Christian Eriksen (16 minutos), do sul-coreano Son Heung-min (23 e 70), do brasileiro Lucas Moura (35) e do internacional inglês Harry Kane (61).

O Chelsea e o Arsenal, que ainda jogam hoje, partilham o quarto posto, a sete pontos do City e com mais cinco do que o Manchester United, que somou a segunda vitória, em dois jogos, no ‘pós’ José Mourinho, ao bater em casa o Huddersfield por 3-1.

Depois do 5-1 no reduto do Cardiff, o ‘onze’ agora comandado pelo norueguês Ole-Gunnar Solskjaer ganhou com um tento do ex-benfiquista Nemanja Matic (28 minutos) e dois do ‘renascido’ francês Paul Pogba (64 e 78). O dinamarquês Mathias Jorgensen reduziu, já com tudo decidido, aos 88.

O United é quinto, quatro pontos à frente do Leicester e cinco do Everton, de Marco Silva, que esteve também em ‘grande’, ao golear fora o Burnley por 5-1, colocando um ponto final numa série de cinco jogos sem vencer.

O colombiano Yerry Mina, aos dois minutos, o francês Lucas Digne, aos 13 e 71, o islandês Gylfi Sigurdsson, aos 22, de grande penalidade, e o brasileiro Richarlison, aos 90+3, marcaram para o Everton e Benjamin Gibson para os anfitriões, aos 37.

Por seu lado, o Wolverhampton, de Nuno Espírito Santo, somou um ponto no reduto do Fulham, ao empatar 1-1, graças a um tento do marroquino Romani Saiss, aos 85 minutos, depois do suplente Ryan Sessegnon dar vantagem aos locais, aos 74.

Nos forasteiros, os internacionais lusos Rui Patrício e João Moutinho alinharam os 90 minutos, enquanto Ivan Cavaleiro entrou ao intervalo, Hélder Costa aos 63 e Rúben Vinagre aos 82. Rúben Neves não saiu do banco.

Os ‘Wolves’ seguem no 10.º posto, com 26 pontos, os mesmos do Bournemouth.

No outro encontro do ‘Boxing Day’ já hoje disputado, o Crystal Palace empatou a zero na receção ao Cardiff.

Os valores fixados para as inspeções periódicas a realizar em 2019 são os seguintes:
  • Veículos Ligeiros – 31,43€
  • Veículos Pesados – 47,02€
  • Veículos com reboques e semi -reboques – 31,43€
  • Motociclos, triciclos e quadricicloa (com cilindrada superior a 250 cm3) – 15,83€
  • Reinspeções de todos os tipos de veículos ligeiros – 7,87€
  • Nova matrícula – 78,44€
  • Extraordinárias – 109,70€
  • Emissão de segunda via da ficha de inspeção – 2,95€
Isenção de IMI
Os contribuintes que se encontrem dispensados de entregar declaração de IRS e ao mesmo tempo reúnem as condições para beneficiar pela primeira vez da isenção de IMI, que é dada a quem tem rendimentos de reduzido valor, devem comunicar à Autoridade Tributária e Aduaneira, até ao dia 15 de fevereiro, através do Portal das Finanças, os dados relativos à sua habitação própria e permanente e à composição do agregado familiar.
Se subscrever um PPR até 31 de dezembro tem benefícios fiscais, o que poderá reduzir o montante de IRS a pagar em 2019 relativamente aos rendimentos auferidos.
Os PPR- planos de poupança reforma, é um produto que irá permitir ao subscritor possuir um montante extra quando chegar a idade da reforma. A vantagem dos PPR é a de permitir escolher que montante entregar, quando entregar e como reforçar o PPR.
Outra vantagem consiste no benefício fiscal que se encontra agregado à subscrição de um PPR, que consiste na dedução no IRS de 20% do valor aplicado, até 400 euros por pessoa, para quem subscrever até aos 35 anos. Dos 35 e até aos 50 anos, o limite máximo de dedução baixa para 350 euros. Depois dos 50anos, o valor desce para 300 euros.
Para efeitos deste benefício fiscal, considera-se a idade do contribuinte a 1 de janeiro do ano em que efetue a aplicação do dinheiro cuja dedução pretende obter.
Reflexões Sobre Empresas Familiares
“O Natal é a festa da Família” é uma afirmação recorrente para caracterizar este período festivo, que permite uma pequena reflexão sobre a família e sua ligação aos negócios familiares.
Sendo a família a base duma sociedade, na empresa familiar ela é obviamente o elemento diferenciador por excelência das outras organizações. Neste contexto, qualquer trabalho relacionado com as famílias e as empresas familiares deve clarificar qual o conceito de família que cada uma considera para o seu caso particular.
Sendo a Família um grupo de pessoas formado pelos progenitores e seus descendentes, na sua versão mais simples e de ocorrência mais comum, sobressaem como progenitores a mãe e o pai biológicos (ligação genética) e, menos comum, os adotivos (por vínculo jurídico semelhante ao natural).
Esta vinculação é considerada “eterna”, em detrimento da obtida pela via matrimonial ou de união de facto, que pode ser interrompida e, consequentemente, cortada a sua ligação à família.
Ao considerar os progenitores e na perspetiva dos seus descendentes, podem coexistir múltiplas
ocorrências:
  • Os nossos filhos,
  • Os meus filhos,
  • Os teus filhos.
Nos dias de hoje, estes cenários podem ainda cruzar-se com as possibilidades oriundas das barrigas de aluguer, das dações de esperma e óvulos, dos casamentos homo ou heterossexuais, … multiplicando-se exponencialmente as possibilidades de entendimento das relações e pertenças familiares.
Numa Família empresária, a ocorrência de todas estas possíveis combinações origina situações muito particulares, nomeadamente de coexistência, direitos e sua perda em casa de término da relação de união (seja ela pela via matrimonial ou de união de facto) o que, só por si, justifica um processo de clarificação e definição do conceito da “Nossa Família”.

  • O Tribunal Constitucional deu parcialmente razão a um homem que pretendia que a filha, atualmente com 18 anos, deixasse de usar o seu apelido, após ter descoberto que não era o pai biológico, informou hoje o seu advogado. Inicialmente, o Tribunal de Família e Menores de Aveiro tinha recusado o pedido, considerando que não obstante o autor não ser pai biológico da rapariga era, apesar disso, “afetiva e sociologicamente e (por causa disso) juridicamente” o seu pai (fonte: Diário de Notícias, 2018/09/28).
  • Tribunal declara que milionário é pai de criança brasileira. Menino de sete anos terá direito a parte da fortuna de mil milhões de euros (fonte: Correio da manhã, 2018/08/08).
  • A polémica senhora Ramirez. Joana casou-se com um herdeiro da conserveira mais antiga do País e manteve o apelido depois do divórcio. … Foi comentadora de assuntos cor-de-rosa e agora é acusada de uma burla de milionária (fonte: Sábado, 2015/11/20).

Temas para reflexão:
  • Quem consideramos serem as pessoas da nossa família?
  • Estamos preparados para clarificar e encontrar uma posição consensual única?
  • É preferível manter a dúvida e quando for necessário logo se verá?
António Nogueira da Costa
Especialista em Empresas Familiares
antonio.costa@efconsulting.pt
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@empresasfamiliaresdesucesso
 

Especialistas na consultoria a Empresas Familiares
e elaboração de Protocolos Familiares
http://www.efconsulting.pt
 
 

Colunista: 
António Nogueira da Costa
José Silvano, secretário-geral do PSD, afirma
“O país precisa de uma nova lei de financiamento dos partidos”, afirmou José Silvano, deputado, líder e secretário-geral do PSD, no mais recente encontro do International Club of Portugal (ICTP), defendendo ainda a necessidade de “uma nova classificação dos donativos aos partidos”.

O país precisa de uma nova lei de financiamento dos partidos: cada candidatura autárquica deve ter um NIF e não usar o número de contribuinte do partido, e é necessário ainda uma nova classificação dos donativos aos partidos para que o candidato independente não fique em vantagem. Por outro lado, os fornecedores de bens e serviços dos partidos só devem pagar o IVA quando os partidos receberem as respetivas subvenções do Estado, para além da tipificação solidária dos mandatários financeiros e cabeças de lista dos partidos pelas dívidas contraídas nas campanhas eleitorais.
José Silvano que esteve no evento para defender “a credibilização dos partidos para ver se acaba o divórcio entre partidos e os eleitores”, falava no almoço do ICPT a propósito da organização e funcionamento dos partidos políticos e insistiu no tema da “credibilidade”, ligando-a à liderança e à militância. E começou por recordar que de uma média de 27% a 28% de abstenção em atos eleitorais nos primórdios da democracia chegou-se ao estado atual, considerando as últimas eleições europeias, uma abstenção de 67% dos eleitores inscritos. E a conclusão óbvia para Silvano é de que “há um sinal claro de divórcio entre partidos políticos e sociedade civil”. Para contrariar uma tendência que tem reforçado os movimentos populistas, Silvano diz que “dentro de casa” a fórmula passou por criar condições para uma diferente militância. O primeiro modelo passou pela criação de uma nova forma de adesão ao partido com a criação do Conselho Estratégico Nacional. Uma das primeiras medidas foi convidar quem quisesse colaborar com o partido através da participação em 16 áreas temáticas, não ncessitando de ter um cartão de militante. “O resultado não tem sido desmotivador”, afirmou, com o registo de duas mil pessoas a trabalhar nas secções temáticas pelo país e a apresentarem “soluções para os respetivos concelhos e para o país”.

“Uma nova solução de militância”

A um segundo nível, o PSD tem vindo a estimular a discussão pública alargada do regime eleitoral e do regime político no país. Silvano sublinha que o partido lançou um debate público aberto a investigadores, a académicos e a todos os interessados, e este debate tem o objetivo de “produzir soluções num tempo útil”, sendo esta “uma nova solução de militância”.
José Silvano elencou as opções tomadas para o interior do PSD e que, segundo o mesmo, resultarão em “credibilização, demonstração de competência e reconhecimento em ter massa crítica da sociedade civil”. Foram ainda alterados regulamentos que obrigavam a que os novos militantes dependessem das concelhias. Com a utilização da tecnologia do partido passou a permitir-se que existisse inscrições online e a aceitação será tácita se a concelhia não se opuser ao fim de 30 dias. Outra medida refere-se ao pagamento de quota, em que na transferência bancária a referência de pagamento passa a ser apenas do conhecimento da sede nacional, para além do (conhecimento do) militante. Desta forma, é evitado o “pagamento de quotas massivas”, refere.

“Sustentabilidade económica
dos partidos”

Sublinhado ainda o espírito que o partido de Rui Rio quer incutir, Silvano defende uma lei de financiamento dos partidos políticos com profundas alterações e que vise a “sustentabilidade económica dos partidos”. E sobre este tema Silvano voltou à carga sublinhando que “se se quer dar credibilidade, não se pode gastar mais do que o orçamento que se tem”. O tema refere-se às autárquicas e a gastos excessivos feitos por alguns militantes e que, depois dos atos eleitorais, encontravam soluções nos remédios com subsídios extraordinários. Silvano defendeu a “penalização para quem não cumpre” e criticou o enquadramento jurídico atual que permite às 308 candidaturas autárquicas trabalharem com o número fiscal (NIF) do partido a nível nacional. “Isto tem de ser mudado”, sublinhou. Para credibilizar os partidos e dentro de um “consenso alargado”, Silvano defende a existência de um NIF para cada candidato que será diferente do NIF do partido. Para além disso, defende a tipificação solidária dos mandatários financeiros e dos cabeças de lista para as campanhas autárquicas. O objetivo, diz, é que, “ao ser atribuído um orçamento que foi negociado com os candidatos, as pessoas sejam responsáveis por esse mesmo orçamento”. E acrescenta que nenhum candidato “pode gastar o dinheiro que não lhe pertence”.
Colunista: 
Vítor Norinha
Relatório do IMD revela subida de 7 posições em 2018
Portugal é um dos países do mundo com melhor evolução na atração e retenção do talento – revela o Ranking Mundial de Talento 2018, elaborado pelo IMD. De acordo com critérios do IMD, Portugal subiu sete lugares face ao ano anterior e atingiu o 17.º lugar, ultrapassando países como a Irlanda, França, Reino Unido, Espanha, Itália e Israel.

Entre os fatores que determinam a progressão entre os países mais atrativos ao nível do  talento destaca-se a elevada despesa pública em Educação. No nosso país, a despesa pública com a Educação representa 6% do PIB. Em Espanha, não vai além de 4% do PIB. Portugal gasta 50% mais que os vizinhos espanhóis com a educação pública.
Na despesa pública por aluno no Ensino Secundário Portugal é o 3.º país do Mundo com a despesa mais elevada. O rácio de alunos por professor é de 9,85, o que destaca a posição de Portugal entre os países com maior proporção de professores face ao número de alunos.
A participação das mulheres na força de trabalho coloca Portugal na quinta posição mundial, evidenciando uma maior abertura ao trabalho feminino.
Ainda ao nível do investimento e desenvolvimento, a formação profissional é o fator mais negativo de todos os critérios, colocando Portugal no 48.º lugar, entre os países do mundo que menos apostam na formação dos seus trabalhadores. Na aprendizagem, Portugal também ocupa uma posição modesta, em 24.º lugar.
Em termos de atração do talento, Portugal apresenta uma posição desfavorável na retribuição dos gestores, não indo além da 33.ª posição do ranking. Pouco favorável é também a tributação efetiva em IRS, que representa 18,02% do PIB e coloca o nosso país na 30.ª posição.
“Os países mais competitivos são aqueles que mais atraem e retêm o talento” – disse José Caballero à “Vida Económica”. O economista chefe do IMD considera que atrair e reter talento vai muito além dos incentivos financeiros e aponta a importância de uma sociedade inclusiva para os empregados. Como exemplo negativo refere o caso do Brasil, onde as profundas desigualdades condicionam fortemente as oportunidades profissionais.
Tal como acontece com os incentivos, os fatores políticos e ideológicos não são os únicos a ter em conta na atração do talento.

Europa é o “hub” do talento

Para José Caballero, os resultados do Ranking do Talento 2018 revelam que a Europa se afirma cada vez mais como o “hub” do talento. “Nas 10 primeiras posições do ranking, o Canadá é o único país extraeuropeu” – constata. Nos Estados Unidos os salários são elevados mas a qualidade de vida é afetada pela política. Os países nórdicos destacam-se no ranking do talento, o que não se explica apenas pelos salários. José Caballero contrapõe o Qatar, onde as remunerações são bastante mais elevadas, mas onde é difícil reter o talento. As pessoas são atraídas pelos níveis salariais, mas ao fim de dois anos acabam por sair, tendo em conta a qualidade de vida e outros fatores além dos de natureza pecuniária.

Portugueses menos motivados

O ranking do IMD revela falta de motivação dos colaboradores das organizações. Neste indicador,  Portugal surge na 33.ª posição.
Ao nível da disponibilidade, o critério onde Portugal está mais bem classificado é o domínio de línguas. O ranking do IMD revela que Portugal é o quinto país do mundo com melhor domínio de línguas estrangeiras.
O nosso país destaca-se também pela positiva no trabalho qualificado, com a 8.ª posição do ranking. O ensino de gestão é também valorizado e reconhecido no ranking, onde Portugal ocupa o 8.º lugar mundial.
De acordo com o ranking do IMD, os gestores portugueses têm falta de experiência internacional, sendo-lhe atribuída a 38.ª posição.

Estudantes em mobilidade têm potencial de crescimento

Apesar do aumento significativo do número de estudantes estrangeiros, o ranking do IMD classifica Portugal de forma desfavorável na mobilidade de estudantes “inbound”. As escolas de Ensino Superior têm cada vez mais alunos estrangeiros, mas estes representam apenas 1,63 por cada 1000 habitantes e colocam o nosso país no 37.º lugar mundial. De acordo com os dados, o número de estudantes que vêm para Portugal em mobilidade está bastante abaixo do número observado na maioria dos países europeus.
PEDRO MARQUES, MINISTRO DO PLANEAMENTO E DAS INFRAESTRUTURAS, LANÇA O DESAFIO
Na sequência da reprogramação do Portugal 2020, foram abertos esta semana novos concursos para projetos na área da inovação e do empreendedorismo: SI Inovação Produtiva e SI Internacionalização das PME – Empresas Exportadoras. A primeira destas duas linhas de apoio passa a ter um sistema de financiamento híbrido, juntando incentivo não reembolsável com empréstimo bancário sem juros. Na segunda linha, o incentivo é não reembolsável. A VE apurou junto do Compete que durante esta semana é publicado também o aviso relativo ao SI Empreendedorismo Qualificado e Criativo.
A reprogramação do Portugal 2020, já aprovada pela Comissão Europeia, vai permitir realizar mais de cinco mil milhões de euros de investimento empresarial apoiado, dos quais mais de um terço aplicado em territórios de baixa densidade, que permitirão gerar mais de 20 mil postos de trabalho – anunciou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, na passada sexta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa.
Segundo anunciou também o ministro, será reforçado o apoio às seguintes áreas de investimento: qualificação dos jovens e adultos em mil milhões de euros, serviços públicos de proximidade em 750 milhões de euros, transportes públicos urbanos em 550 milhões de euros.   
Até ao final do presente ano, decorre a apresentação dos concursos de apoio dos fundos nestas áreas “que permitirão investimentos de 1,8 mil milhões de euros”. Três dessas apresentações foram já realizadas esta semana (Novo SI Inovação, apresentado na AEP, Investimento Territorial, em Coimbra, e Interface Ciência e Empresas, hoje, às 11 horas, no Fundão). Por último, o lançamento do concurso na área de mobilidade urbana será realizado no dia 17 de dezembro, no Metro do Porto.
Pedro Marques lançou ainda um desafio à banca: “Importa agora que, neste quadro, o sistema financeiro assuma uma presença mais ativa no financiamento do investimento produtivo e inovador realizado pelas PME portuguesas”.
“Pela nossa parte, criámos, através da reprogramação, as condições necessárias para que tal possa tornar-se realidade, contando com a cooperação da Banca para o lançamento de um novo instrumento de incentivo às empresas que garante uma utilização mais eficiente dos recursos comunitários.”
Precisamos aproveitar todo o potencial transformador da utilização dos fundos estruturais, no que diz respeito ao perfil de especialização da economia portuguesa, tornando-a mais inovadora e exportadora”, concluiu o ministro.
Na sequência desta reprogramação, foram abertos esta semana alguns avisos para apresentação de candidaturas: Sistemas de Incentivos “Internacionalização das PME” / Empresas exportadoras (Aviso nº 32), aberto esta terça-feira e de imediato do Balcão 2020; SI Inovação Produtiva (Aviso nº 31). Quanto aos restantes, fonte de comunicação do Compete 2020 avançou à “Vida Económica” uma previsão de publicação ainda no decorrer desta semana (SI Empreendedorismo Qualificado e Criativo) e mais dois ou três na próxima semana.
A dotação orçamental do SI Inovação Produtiva é de 501 milhões de euros, 92,2 milhões dos quais para territórios de baixa densidade. No SI Qualificação e Internacionalização, a dotação financeira é de 53 milhões de euros
 
Sistema híbrido de apoio para inovação e empreendedorismo
O SI Inovação Produtiva passa a funcionar com um sistema híbrido de apoio, que combina incentivo não reembolsável, com um instrumento financeiro de garantia (nas mesmas condições do anterior incentivo reembolsável - reembolso de capital e isenção de juros).
Assim, as PME que se proponham investir com projetos elegíveis no SI Inovação beneficiarão logo à partida com uma componente de subsídio não reembolsável (anteriormente apenas atribuída sob a forma de isenção de reembolso após a aferição do cumprimento dos resultados), sendo o anterior subsídio reembolsável substituído por um empréstimo bancário sem juros.
Destaca-se a possibilidade de as empresas poderem apresentar candidatura sem recorrer a empréstimo bancário. Se prescindirem desta vertente, têm de realizar um mínimo de 25% dos capitais próprios previstos no plano de financiamento do projeto, até à data do primeiro pagamento.



SI Inovação Produtiva com incentivo entre 15% e 75%
 
No SI Inovação Produtiva, dirigido a empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica, o incentivo situa-se entre 15% e 75% (no anterior SI Inovação o limite mínimo era 35%), nas seguintes condições: 50% do valor total através de subsídio não reembolsável, a atribuir no âmbito do SI Inovação; 50% do valor total através de um empréstimo bancário sem juros, associado a um instrumento financeiro financiado pelo Portugal 2020.
Além desta alteração, as candidaturas ao SI Inovação passam a ter um parecer prévio sobre a avaliação do risco financeiro e económico da empresa e do investimento, bem como a sua qualidade creditícia, por parte de uma instituição financeira que condicionará a subsequente análise do projeto de investimento pelo IAPMEI.
No caso em que as Instituições de Crédito não aprovem a operação de financiamento solicitada pela empresa, os projetos não serão considerados elegíveis no âmbito do SI Inovação por falta de cobertura do financiamento do projeto.
Consideram-se enquadráveis os investimentos de natureza inovadora que se traduzam na produção de bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis e com elevado nível de incorporação nacional, que correspondam a um investimento inicial, numa das seguintes tipologias: criação de um novo estabelecimento; aumento da capacidade de um estabelecimento já existente; diversificação da produção de um estabelecimento para produtos não produzidos anteriormente no estabelecimento; alteração fundamental do processo global de produção de um estabelecimento existente. Não são apoiados projetos de investimento de mera expansão ou de modernização.

No âmbito do investimento inicial pode ainda ser incluída uma componente específica de formação integrada de recursos humanos.
 

 
SI Empreendedorismo Qualificado e Criativo com incentivo entre 35% e 75%

Quanto ao SI Empreendedorismo Qualificado e Criativo, foi criada uma nova forma de financiamento, passando este a incluir um sistema híbrido de apoio, que consiste na combinação de duas operações, uma com incentivo não reembolsável, associado à aferição do cumprimento dos resultados em função dos objetivos alcançados, e uma outra de reembolsável.
Neste programa o incentivo situa-se entre 35% e 75%, nas seguintes condições: 50% do valor total através de subsídio não reembolsável; 50% do valor total através de subsídio reembolsável.
São apoiados projetos de criação de empresas dotadas de recursos humanos qualificados, de empresas que desenvolvam atividades em setores com fortes dinâmicas de crescimento e ou setores com maior intensidade de tecnologia e conhecimento ou de empresas que valorizem a aplicação de resultados de I&D na produção de novos bens e serviços.

Pode ainda ser incluída uma componente específica de formação de recursos humanos associada à participação de empresários, gestores e trabalhadores das empresas.